Histórico
Halder iniciou nas artes marciais inspirado no cinema, e as artes marciais mais tarde o levaria para o cinema. Quando criança sonhava em um dia conhecer seus ídolos dos filmes de ação. Ao conhecer André Lima em 1985, que também tinha os mesmos sonhos, naquela época considerados impossíveis, assumiram o compromisso que os tornariam realidades e não se deixariam levar pelas influências pessimistas. Foram à luta e não só conheceram, como trabalharam com grandes nomes mundiais de filmes de ação e artes marciais. André foi morar em Los Angeles e abriu caminho para participações em filmes de ação e artes marciais como dublês de luta. Após participações como dublê de lutas e assistente de produção, Halder partiu para seu mais ousado projeto: "No Calor da Terra do Sol/Sunland Heat", o primeiro filme de ação/artes marciais nacional de qualidade cinematográfica, que atualmente encontra-se em fase de finalização.
" O Ceará é Cenário da Primeira Produção Audiovisual Nacional do Gênero Ação/Artes Marciais "
O Projeto Sunland Heat / No Calor da Terra do Sol foi idealizado por Halder Gomes há 4 anos e as dificuldades foram muitas até sua conclusão que se deu no início de 2002. O Gênero, até então inédito e a pouca experiência de Halder tornaram o caminho mais difícil, mas não o suficiente para dissuadí-lo da idéia: "Desafios fazem parte das artes marciais e nós que praticamos, ficamos mais condicionados a encará-los com tolerância, paciência e perseverança."
"Passei por situações que a grande maioria das pessoas desistiriam, mas o espírito indomável adquirido através da filosofia das artes marciais se tornou um grande aliado para a difícil jornada que é realizar um filme longa-metragem."
Halder chegou a visitar precisamente 139 empresas em busca de patrocínio, das quais apenas 16 toparam o desafio e não se arrependeram, sendo elas: Coelce, Jandaia, Santana Têxtil, Itamaraty, Casas Alves, Orcalba, Casas Freitas Varejo, Lojas Paralelas, Lojas Pecary, Brasileiro Transportes e Turismo, Bad Boy / Maresia, Halley Transportes, Empresa Redenção, Telemar, Coelce, através da Lei Jereissati de Incentivo à Cultura e da Secretaria da Cultura e Desporto do Estado do Ceará. A maior produtora do Ceará, Cia. De Imagem, também acreditou e foi co-produtora na empreitada.
As dificuldades não pararam por aí, pois com o aumento do dólar, a complexidade do roteiro, a enorme quantidade de locações, o gênero inédito do filme e as barreiras da língua, já que o filme é originalmente rodado em inglês, tornaram o desafio ainda maior, sem mencionar o fator financeiro, uma vez que o plano inicial de filmagem tinha 6 semanas e o dinheiro disponível só cobria a metade do tempo, mas com tudo isso, o filme acabou sendo rodado em 4 semanas, sendo um recorde para produções desse porte.
O Segredo do sucesso de Sunland Heat ( No Calor da Terra do Sol ) foi reunir uma equipe técnica local de alta qualidade, cujo empenho no trabalho refletiu diretamente no filme, sem deixar nada a desejar a qualquer película estrangeira. Por essas e por outras é que o diretor orgulha-se em ter dado sua contribuição para consolidação e diversificação do pólo cearense de cinema, registrando o nome do estado na história da cinematografia nacional como palco de uma produção inédita. "Os atores estrangeiros ficaram encantados com a nossa cidade e felizes em saber que temos capacidade para realizar bons filmes; nos tornamos uma nova opção para a realização desse gênero e já estou pensando no próximo projeto", comenta Halder, que concluiu a etapa de montagem do filme e pretende levar o potencial e vocação do cinema cearense para o mundo. O filme tem chamado a atenção da mídia nacional, e Halder já foi inclusive convidado o programa do Jô Soares, onde já gravou a sua participação que irá ao ar em agosto, além de destaque em revistas nacionais de artes marciais dos cinco continentes.
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